Minha bela Jacobina,/ teu ouro furtivo/ na Serra Diamantina/ é um imperativo/ que, às vezes, desatina. (…) Eu vejo a Serra Diamantina/ te engalanando, Jacobina,/ mas tu és o ouro citadino/ que enfeita esse chão diamantino./ A beleza, a serrania,/ a água triunfal por entre seixos rolantes/ no rio do Ouro/ historiografando a cidade/ e meu irmão na bateia,/ o filho na casa alheia,/ a luta,/ ainda assim um cheiro de vida…/ O vento que traz sofrimento/ nesse momento/ é um brilhante,/ que diamante/ Jacobina. (…) Cidade imortal,/ há mais de cem anos menina,/ és, Jacobina,/ de uma luz radiante/ tão fascinante/ como a riqueza diamantina. Do livro UMA JANELA ABERTA PARA O INFINITO, do poeta João Carlos de Oliveira.
João Carlos de Oliveira
João Carlos de Oliveira, professor jubilado, advogado com OAB-BA e OAB-MG, poeta, membro-efetivo da Academia Teixeirense de Letras (ATL), de Teixeira de Freitas, BA. Autor de várias obras de poesia, como O dia que nunca acaba, Colóquio com o Silêncio, e Crônicas do vovô. Em 2024, obteve o primeiro lugar no Concurso Flip Tchê, categoria Poesia, com o texto Tresloucado Poema Abstrato. Tem tido boas colocações na versão interna da ATL, cujo site divulga autores premiados.